
CoComplexo de Conservação do Parque Nacional
do Pantanal Mato-Grossense -
no extremo oeste do Estado do Mato Grosso
O Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense foi considerado Patrimônio da Humanidade por suas formações únicas e raras. Num total de 187.818 ha, o sítio é apenas uma parte da região do Pantanal brasileiro, um dos maiores ecossistemas do mundo de alagados de água doce.
Os processos geológicos dessa formação foram iniciados há 60 milhões de anos e resultou numa grande depressão da crosta terrestre, formando um enorme delta interno, onde desaguam numerosos rios vindos do Planalto.
Na estação das chuvas, essa depressão fica quase em sua totalidade alagada. Nos períodos secos, transforma-se num pontilhado de pequenas lagoas, refúgio obrigatório de milhares de animais.
As fontes dos rios da região, com os dois maiores sistemas viários da região, os rios Cuiabá e Paraguai, contém neste complexo as mais diversas formas de vegetação e de vida animal. Das mais de 230 espécies de peixes, são bastante conhecidos o dourado, o pacu, o jaú, o pintado, o cachara, a piraputanga, o curimbatá, a arraia, a temível piranha e a não menos perigosa pirambeba.
Das aproximadas 50 espécies de répteis conhecidas, além do jacaré-do-pantanal, vivem no Pantanal a sucuri-amarela, o lagarto teiú, o exótico sinimbu ou iguana, um lagarto com grandes aletas dorsais, recortadas e espinhosas. A sucuri é a maior representante dos ofídios. Cerca de 80 mamíferos vivem na região, entre eles o cervo-do-pantanal, a capivara, a lontra ou ariranha, o tamanduá-bandeira, o lobo-guará e a onça-pintada.
No período da vazante milhares de peixes morrem asfixiados, servindo de alimento para cerca de 650 espécies de aves já catalogadas, que se reúnem em bandos, entre elas os jaburus, os cabeças-secas e os maguaris que habitam as árvores mais altas, enquanto que podem ser vistos os coelheiros e as garças nos remansos. Entre as aves maiores, podem ser encontradas as araras-azuis e diversas aves de rapina.