
Cidade Histórica de Ouro Preto - na Serra do Espinhaço,
sudoeste do Estado de Minas Gerais
No séc XVIII houve uma intensa procura pelo ouro na área do Estado de Minas Gerais e a cidade de Ouro Preto foi o principal local da chamada 'Época de Ouro no Brasil'.
As pedras de ouro encontradas na região, no início no leito dos rios, estavam encobertas por uma camada fina de óxido de ferro, daí o nome dado à cidade. Mais tarde Ouro Preto recebeu o nome de Vila Rica.
O fascinante metal amarelo, descoberto em quantidades surpreendentes, recobriu altares, imagens e demais objetos litúrgicos nas igrejas.
Com a exaustão das minas de ouro no final do século VXIII, a importância de Vila Rica declinou. A Coroa Portuguesa, a partir daí, intensificou a fiscalização, combatendo o contrabando que era intenso, e forçou os mineradores a garantirem as cotas estabelecidas de impostos - chamadas o "Quinto".
A gota d'água foi a 'Derrama': a cobrança acumulada de todos os impostos atrasados, sem levar em conta o esgotamento das minas. A opressão culminou com a Inconfidência Mineira, movimento libertador combatido duramente por Portugal.
Vila Rica foi denominada Imperial Cidade de Ouro Preto, no inicio do séc XIX , até a inauguração da cidade de Belo Horizonte, em 1897, que se tornou a capital de Minas Gerais.
As igrejas, pontes e fontes de Ouro Preto permaneceram como impressionante testemunho da sua prosperidade no passado e também do extraordinário talento do mais famoso escultor barroco brasileiro, Antônio Francisco Lisboa. Seu apelido era Aleijadinho, devido a uma doença degenerativa que lhe comprometeu gradativamente os movimentos dos membros superiores e inferiores, chegando a perder dedos dos pés e das mãos. Para poder trabalhar, seus ajudantes amarravam-lhe as ferramentas aos membros.
Além das belas igrejas e demais monumentos históricos, no entorno de Ouro Preto há um rico e variado ecossistema, com cachoeiras, trilhas seculares e uma grande área de mata nativa, o que confere à cidade um charme ainda maior.