
Centro Histórico da Cidade de Diamantina - no Alto do Jequitinhonha, região central do Estado de Minas Gerais
É na Serra do Espinhaço, a 1.250m de altitude, que se oculta Diamantina, uma vila colonial inserida como uma pedra preciosa em um colar de montanhas rochosas pontiagudas e que ilustra as aventuras no século XVIII da procura por diamantes. A saga dos mineradores encontra-se viva nos monumentos e nos caminhos dos inúmeros arraiais que constituem a pequena região mineradora da cidade, sendo uma das cidades mais preservadas do ciclo histórico de Minas.
O isolamento da área, no séc XVIII, foi estrategicamente promovido pela Coroa Portuguesa, devido à extração do diamante. Esta pedra preciosa não é mais encontrada nas grandes quantidades de séculos atrás, mas há garimpeiros que ainda vasculham rios, como o Jequitinhonha, à procura de diamantes.
Ainda hoje, os caminhos que levam à Diamantina seguem os antigos traçados. As rochas brotam do solo em profusão, pontilhando a paisagem. A cidade surge de repente, com suas igrejas e seu casario parecendo um presépio incrustado na rocha bruta das montanhas que o rodeiam. Suas construções e monumentos são testemunhos valiosos das arquiteturas barroca e colonial.
A arquitetura da cidade foi modelada em terreno de acentuado declive, na encosta dos morros. Para Diamantina foi transportado o universo barroco português, adaptado à madeira e ao barro, materiais disponíveis na época para a construção das moradias. Inúmeras casas ainda hoje conservam paredes de pau-a-pique e as ruas têm seu calçamento de pedra. Em sua arquitetura colonial destacam-se, por exemplo, os conjuntos de sobrados, a ausência de trabalhos de cantaria e observa-se o uso dos muxarabiês, treliças de madeira de influência árabe. Estas treliças permitiam que, principalmente as mulheres, espiassem as ruas sem serem notadas pelos transeuntes, refletindo os costumes conservadores e moralistas da época.